O Acervo

O acervo, eclético, do MNBA conta com cerca de 15 mil peças entre pinturas (2200 obras brasileiras e 800 estrangeiras), esculturas (655 peças), desenhos (4000 nacionais e cerca de 500 estrangeiros) e gravuras (2663 obras de artistas brasileiros), além de outras coleções de menores dimensões, a saber: arte decorativa, numismática e medalhística, arte popular, arte popular estrangeira, arte africana e arte indígena. O Museu oferece ao público mais de nove mil metros quadrados de área de exposições, sendo a instituição do Brasil que possui a maior e melhor coleção de arte brasileira do século XIX.

Nas dependências do Museu funcionam galerias de exposição permanente, como a galeria perimetral, no terceiro piso, mostrando uma seleção dos séculos XVII, XVIII e XIX, a galeria de arte brasileira do século XX e a galeria do século XXI, destinada à arte contemporânea.

Nesses espaços pode-se apreciar uma síntese da evolução das artes plásticas no Brasil. Todos os grandes artistas nacionais do século XIX estão presentes em suas galerias: Vítor Meirelles, Pedro Américo, Almeida Júnior, Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa, Rodolfo Bernardelli, Eliseu Visconti, entre outros.

O Museu possui ainda uma magnífica coleção estrangeira, onde despontam conjuntos notáveis como a coleção de 20 paisagens do pintor pré-impressionista francês Louis-Eugêne Boudin (1824-1898), doadas na década de vinte pela baronesa de São Joaquim; as oito magníficas paisagens de Pernambuco do grande pintor holandês do século XVII, Frans Post, além dos inúmeros quadros dos mestres italianos e franceses dos séculos XVII, XVIII e XIX, tais como Gianbattista Gaulli, Il Baciccio, Giovanni Battista Tiepolo, Nicolas Antoine Taunay, Jean Batiste Debret, entre outros.

O acervo é complementado por uma vasta e importante coleção de gravuras e desenhos de artistas estrangeiros e nacionais. Dentre os estrangeiros podemos citar: Annibale Carracci (1560-1609), Honorè Daumier (1808-1879), William Turner (1775-1851) e Pablo Picasso (1881-1973).

O MNBA, como não poderia deixar de ser, conta também com os nomes mais expressivos do panorama brasileiro das artes plásticas do século 20: Portinari, Djanira, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Goeldi, Cícero Dias, Segall, Amílcar de Castro, Iberê Camargo, Waltércio Caldas, entre muitos outros.

O acervo de escultura do Museu remonta à Academia Imperial de Belas Artes. Acréscimos foram feitos através de doações e de trabalhos dos alunos da Academia. Em 1880 a Imperatriz Tereza Cristina adquiriu na Itália o busto de Antinous, em mármore, obra romana do II século da era cristã, considerada a peça mais valiosa da coleção. Rodolfo Bernardelli, morto em 1931, legou à Escola Nacional de Belas Artes a maior parte de sua produção juntamente com documentos que interam hoje o acervo do Museu, sob o título de Coleção Rodolfo Bernardelli.

Embora pertencentes ao acervo da Escola Nacional de Belas Artes, passaram recentemente à guarda do Museu coleções de moldagens em gesso, em tamanho natural, de importantes obras do período greco-romano, do Renascimento e de outros, das quais várias estão colocadas em galerias especialmente projetadas para abrigá-las, no prédio da Escola Nacional de Belas Artes, hoje ocupado pelo Museu.

A coleção de desenho brasileiro é uma das mais numerosas do acervo. Seu núcleo principal é constituído pelas grandes coleções de Rodolfo Amoedo, Victor Meireles e dos irmãos Henrique e Rodolfo Bernardelli. Em 1984, o Museu recebeu a doação de 601 desenhos de Djanira, Goeldi, Cícero Dias e Augusto Rodrigues, entre outros.

A coleção de desenho estrangeiro remonta também à Academia Imperial de Belas Artes, com a aquisição, em 1866, de número significativo de obras de Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny, primeiro professor oficial de arquitetura no Brasil e integrante da Missão Artística Francesa. Entre diversos artistas representados na coleção, destacam-se os italianos Anibale Carracci e Pompeo Battoni, os portugueses Domingos de Sequeira e José Vital Branco Malhoa, o holandês Johan Barthold Jonkind, o alemão Johan Moritiz Rugendas e os franceses Nicolas Antonie Taunay, Honorè Daumier e Gustave Doré.

O acervo de gravuras é composto de obras de artistas brasileiros, alguns de grande significado como Carlos Oswald, precursor desta forma de arte no Brasil, Osvaldo Goeldi, Fayga Ostrower, Iberê Camargo, Roberto Magalhães, Carlos Sciliar, Edith Bhering e Modesto Brocos. Além das gravuras, o Museu possui em seu acervo 234 matrizes em madeira, cobre, zinco dentre outros materiais.