Sala do Artista Popular - SAP


A Sala do Artista Popular, tem por objetivo a constituição de um espaço para a difusão da arte popular, trazendo ao público objetos que, por seu significado simbólico, tecnologia de confecção ou matéria-prima empregada, são testemunho do viver e fazer das camadas populares. A SAP foi criada em maio de 1983 e em março de 2002 completou sua 100ª exposição ao público.

São realizadas entre oito e dez exposições por ano, cabendo a cada mostra um período de cerca de um mês de duração.

As mostras são de curta duração e podem exibir produção individual ou de comunidades artesanais de todo o território nacional. Com técnicas diversificadas,estas exposições incluem venda e, eventualmente, oficinas ministradas pelo expositor.

Os artistas expõem seus trabalhos, estipulando livremente o preço e explicando as técnicas envolvidas na confecção. Toda exposição é precedida de pesquisa de campo e documentação fotográfica que situam o artesão em seu meio sociocultural, mostrando as relações de sua produção com o grupo no qual se insere.Os artistas apresentam temáticas diversas, trabalhando matérias-primas e técnicas distintas.
A ocupação do espaço é definida anualmente, implicando parcerias com instituições estaduais, municipais e da iniciativa privada, mediante seleção de propostas recebidas no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, incluindo portfólio e currículo, que se adequem às particularidades do espaço: artistas populares com temáticas pertinentes à área de folclore e cultura popular.

Uma comissão de técnicos, responsável pelo projeto, recebe e seleciona as solicitações encaminhadas à Sala do Artista Popular, por parte dos artesãos ou instituições interessadas em participar das mostras.

A atual mostra trata das Rendeiras de Riacho Doce, a renda filé, cuja origem não se pode precisar, tem nítida relação com as redes de pesca, confirmando o ditado popular "onde há rede, há renda".

No litoral norte de Maceió, Alagoas, nas localidades de Riacho Doce, Garça Torta, Pescaria, Guaxuma e Ipioca, a produção de renda se destaca pela qualidade de elaboração, uso de tonalidades claras e pela manutenção de características tradicionais, executadas, ao longo de gerações, por mulheres que, em sua maioria, são donas de casa que não possuem outra atividade remunerada.

Esta exposição na Sala do Artista Popular, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, se insere no conjunto de ações empreendidas pelo Projeto Trançados da Ilha, do Programa Artesanato Solidário, parceria do CNFCP, Conselho da Comunidade Solidária, Caixa Econômica Federal e Sebrae.