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Patrimônio
Imaterial
O
Brasil possui um patrimônio rico e diversificado, que engloba
contribuições de múltiplas culturas originárias
do próprio continente ou para aqui transplantadas, de diferentes
partes do mundo, desde o século XVI. Essas características
estão reconhecidas na Constituição Federal
de 1988, que adota um conceito amplo de patrimônio cultural.
Desde
1937, o país vem desenvolvendo uma política específica
para a identificação e a preservação
de obras de arte, monumentos, sítios e demais bens de natureza
material com valor histórico e artístico consagrado.
Para proteger esses bens, foi criado o instituto legal do tombamento.
Recentemente,
a sociedade brasileira passou a contar, também com outro
instrumento para a preservação do seu patrimônio
cultural: o Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, que
instituiu o registro dos Bens Culturais de Natureza Imaterial
e criou o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, a ser
desenvolvido pelo
Ministério da Cultura (MinC). O processo do registro
é coordenado pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
- Iphan cabendo ao Conselho Consultivo do Patrimônio
Cultural a competência de inscrever bens culturais de natureza
imaterial em livros de registro, criados de acordo com a dinâmica
cultural. Nesse sentido, já foram instituídos os
seguintes livros.
Livro
dos Saberes- conhecimentos e modo de fazer enraizados no cotidiano
das comunidades;
Livro das Celebrações- rituais e festas da
vida social
Livro das Formas de Expressão- manifestações
literárias, musicais, plásticas, cênicas e
lúdicas;
Livro dos Lugares- espaços onde se reproduzem e
se concentram práticas e culturas coletivas.
O
Instituto do registro tem como objetivo a valorização
dos bens inscritos e cria, para o estado, a obrigação
de reunir e divulgar documentação ampla acerca de
cada bem legalmente reconhecido. Trata-se, portanto, de contribuir
para a identificação, a promoção e
a preservação dos bens culturais de natureza imaterial,
reconhecendo-os como patrimônio em permanente processo de
transformação.
O
Programa Nacional do Patrimônio Imaterial apóia ações
voltadas para a pesquisa, divulgação e fomento e
tem como objetivo viabilizar uma política federal específica
para esse campo.
Essa
nova política está sendo implementada de forma descentralizada,
com a participação de outros órgãos
do governo federal, dos estados, dos municípios e de organizações
da sociedade civil. Cabe ao MinC,
por meio da Secretaria do Patrimônio, Museus e Artes Plásticas,
do Iphan
e do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular da Funarte,
regulamentar a aplicação do decreto e coordenar
sua implantação. Nesse sentido, são disponibilizados
orientação técnica, recursos financeiros
e metodologia específica: o Inventário Nacional
de Referências Culturais - INRC.
Com
essas iniciativas, amplia-se o alcance das políticas voltadas
para o patrimônio cultural brasileiro, constituído
de bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente,
à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira.
(TEXTO
EXTRAÍDO DA PÁGINA DO MinC)
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