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Programa
Artesanato Solidário
O
Programa Artesanato Solidário, desenvolvido pelo Conselho
da Comunidade Solidária, Sebrae,
Sudene, Caixa
Econômica Federal e o Centro Nacional de Folclore e
Cultura Popular - CNFCP, ocupa-se do resgate das raízes
das comunidades, apregoadas nos seus afazeres tradicionais, buscando
criar condições para que possam ser reconhecidos
e valorizados em âmbito nacional. Essa valorização
traduz-se na busca da plena cidadania, na valorização
das manifestações e expressões culturais
e na busca da melhoria do cotidiano em comunidades populares.
O
Programa propõe uma atuação diferenciada
no campo da produção de artesanato tradicional.
Busca revitalizar, portanto, a produção artesanal
ligada aos modos de vida do lugar, à utilização
das matérias-primas disponíveis, aos conhecimentos
transmitidos pelos mais velhos e com padrões estéticos
desenvolvidos a partir da vivência da própria comunidade.
Sua característica básica é aliar a preocupação
com a cultura dos grupos produtores à criação
de condições para a melhoria da qualidade de vida
local.
Entre
as constatações que levaram à estruturação
do programa, podem ser mencionadas: a descaracterização
cultural de grande parte do artesanato comercializado em diversos
pontos do país; a crescente perda de conhecimentos tecnológicos
ligados a contextos socioculturais específicos; o potencial
da atividade artesanal como geradora de renda para comunidades
postas à margem da estrutura econômica dominante;
e a importância da preservação do particular
no contexto da globalização.
Ao
considerar o artesanato tanto possibilidade de gerar renda como
expressão cultural de um dado grupo, o Programa orienta
o atendimento às comunidades produtoras segundo as particularidades
de cada um. Assim, os planos de ação são
traçados a partir das reivindicações e sugestões
levantadas junto aos artesãos, visando também a
ampliação do número de pessoas envolvidas
com o trabalho artesanal. As linhas básicas de atuação
do Programa, respeitando as necessidades específicas de
cada grupo, são: fornecer orientação para
o aprimoramento da produção e para a formação
ou fortalecimento de associações de artesãos;
facilitar a obtenção de espaços e equipamentos
para a realização do trabalho e estocagem dos produtos;
e divulgar o artesanato produzido, valorizando seu aspecto cultural,
os saberes necessários à sua realização
bem como sua integração a um determinado modo de
vida; e promover exposições e vendas.
Além
disso, integra o programa um conjunto de ações dirigidas
à ampliação dos mercados consumidores desse
artesanato, com vistas a : permitir que os compradores tenham
uma boa idéia do tipo de produção existente,
facilitando o encaminhamento de encomendas diretamente aos grupos
produtores; mostrar também que essas comunidades produzem
objetos que expressam, ao mesmo tempo, tradições
e adaptações ao mundo moderno e que, por sua singularidade,
merecem ser destacados no contexto da massificação;
e buscar a abertura de novas possibilidades de comercialização,
viabilizando um aumento na renda das famílias produtoras
e estimulando o envolvimento de outras famílias nessa atividade
produtiva.
O
artesanato com forte marca cultural é a mercadoria de especial
aceitação na economia globalizada. Tendo passado
pelas transformações inerentes aos processos históricos,
a produção atual reflete adaptações
e recriações feitas no interior das próprias
comunidades, a partir de sua bagagem cultural. Com isso em mente,
o estabelecimento do valor justo do produto, a conquista de mercados
e a possibilidade de gerir a própria produção
contribuem para que o artesanato se torne uma atividade economicamente
viável: uma herança que as mães deixam com
satisfação para suas filhas.
O
Programa Artesanato Solidário opera atualmente em 53
localidades de diferentes
pontos do território brasileiro com entidades públicas
e privadas.
O
Programa já apresentou os resultados obtidos na Sala do
Artista Popular. Exemplificamos aqui algumas das expressões
culturais já expostas na SAP. São elas:
·
Ibimirim
- PE
· Ilha
Grande de Santa Isabel - PI
· Rio
Real - BA
·
Nísia Floresta - RN
· Esperança
- PB
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