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REFLETINDO SOBRE A TEMÁTICA DA INCLUSÃO SOCIAL EM ÁREAS PROTEGIDAS: UM CONVITE AO I SAPIS Uma questão chave, que tem inspirado diversos projetos de pesquisa, há alguns anos, no Programa Eicos/IP/UFRJ, se vincula à reflexão da dialética homem-natureza, segundo uma perspectiva ética, numa interpretação de binômio complexo e indissociável. Pensar a natureza e sua relação com a sociedade tem representado um foco prioritário para a reflexão acadêmica e, a partir deste olhar, novas questões emergem continuamente, e se retroalimentam, gerando a desconstrução e a reformulação de conceitos, permitindo a aprendizagem a partir das lacunas identificadas e, o redelineamento e a inovação, do ponto de vista metodológico. Esta experiência, progressivamente, foi se consolidando como temática de pesquisa e definindo identidades de abordagem, num processo permanente de formulações, em que questões e repostas se sobrepõem e definem novos universos de investigação. Foi nesse percurso que a reflexão sobre a Inclusão Social em Áreas Protegidas se configurou, lenta e progressivamente, como importante tema de leitura e interpretação acadêmica, num momento político em que, coincidentemente, esta discussão se expressa também, como estratégica para se pensar a cidadania e a definição de escolhas para o desenvolvimento do país. Pensar a inclusão social em áreas protegidas significa a ousadia de se entender a proposta como um desafio à interdisciplinaridade, à interssetorialidade, à inovação, ao risco, diante da matéria prima que representa o conflito. Neste salto, as hipóteses deixam de ser afirmações para se transformar em perguntas para inspirar novas questões, para gerar novas inquietações e para aproximar olhares. Pensar a conservação do patrimônio natural no país requer um mergulho na complexidade e, uma abertura de perspectivas, que associe e, coloque em diálogo permanente, a ética moderna e a ética contemporânea, a teoria e a prática, o tradicional e a transformação, o preconceito e a transgressão, o indivíduo e o universo. Esse olhar, imprime no cenário da pesquisa, a vontade de avançar e instiga, incessantemente, novos atores, novas estratégias, novos caminhos...novas indagações. E talvez por esta razão, este “ campo” pareça tão ilimitado, motivante e, ao mesmo tempo, assutador, como um caleidoscópio que se transfigura e não permite a formação de uma única imagem. O I SAPIS surge então, a partir da necessidade de compartilhar experiências e inquietações, diante de um tema de primeira ordem, num país de megadiversidade biológica, que passou a incorporar, nos últimos anos, o discurso da inclusão social como compromisso geracional e, a interpretar a conservação dos recursos renováveis como garantia de futuro. Assim, o Programa Eicos/IP/UFRJ, num esforço conjunto de pesquisadores e alunos de pós-graduação, os convida a participar dessa iniciativa, desta rede, que vai se formando e se configurando, a partir de projetos internos de pesquisa, desenvolvimento de monografias, teses e dissertações e, de parcerias em projetos com outras instituições e/ou setores da sociedade, capazes de pensar o tema em suas diferentes nuances e contribuir, efetivamente, para a construção democrática de políticas públicas. Marta de Azevedo Irving
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