| UNIDADES
DE CONSERVAÇÃO DE PROTEÇÃO INTEGRAL
DO SUDESTE BRASILEIRO: ANÁLISE DA PRÁTICA DE GOVERNANÇA.
Sultane Mussi (UFRJ/IP/EICOS)
Samira Lima da Costa (UFRJ/IP/EICOS)
Gema Juarez -Allen (UFRJ/IP/EICOS)
Ronaldo Oliveira (UFRJ/IP/EICOS)
Marta Irving (UFRJ/ IP/EICOS).
Este trabalho apresenta uma análise dos resultados
obtidos no levantamento das Unidades de Conservação
de Proteção Integral - Parques Estaduais e Federais
- da região Sudeste do Brasil, com enfoque na descrição
e discussão de seus processos de gestão participativa
a partir do conceito de Governança. Os resultados obtidos
puderam contribuir para a formulação de recomendações
de políticas públicas indicando estratégias
para sanar as principais lacunas.
Esta pesquisa teve como principais objetivos identificar
a existência de instrumentos de gestão nos Parques
Estaduais e Nacionais da Região Sudeste e discutir tais dados
à luz do conceito de Governança.
A metodologia utilizada foi o rastreamento virtual
e em alguns casos o contato direto com as Unidades de Conservação
para coletar informações, a saber: a existência
de um conselho e de um plano de manejo, a representatividade, os
mecanismos de participação comunitária via
conselho consultivo ou através de outras vias nas decisões
referentes aos parques e os principais conflitos de gestão
existentes.
A pesquisa sobre os instrumentos de Governança
da região sudeste do Brasil apresentou duas situações
diferenciadas nos âmbitos nacional e estadual. No nível
estadual, a criação de Unidades de Conservação
de Proteção Integral, mecanismo primordial da conservação
da natureza, tem se refletido na implantação de parques,
mas não necessariamente em sua implementação,
acarretando na existência de um grande número de parques
oficialmente criados e demarcados, porém sem estrutura mínima
sequer para sua administração.
No âmbito da administração nacional
(que corresponde ao IBAMA) identificou-se uma grande diferença
em relação à existência de mecanismos
de gestão. O IBAMA possui uma discussão ampla e aprofundada
sobre a gestão participativa e tende a apresentar um maior
número de unidades com plano de manejo e conselho (ou em
processo de redação ou constituição
dos mesmos).
Isso não significa que a existência
dos conselhos e a gestão participativa seja um fato já
consolidado na esfera nacional da administração das
Unidades de Conservação. Significa, porém,
que nas Unidades de Conservação Nacionais os conselhos
já estão um passo adiante no processo de sua consolidação.
Este trabalho aponta para a elaboração
de recomendações em relação a práticas
que promovam a inclusão social nos processos de gestão
das Unidades de Conservação de Proteção
Integral como mecanismo imprescindível para viabilizar a
resolução de conflitos socioambientais.
Referência bibliográfica
INSTITUTO FLORESTAL DE SÃO PAULO. Disponível
em http://www.iflorestsp.br. Consultado em julho de 2005.
MEDEIROS, Rodrigo; IRVING, Marta; GARAY, Irene.
A proteção da natureza no Brasil: Evolução
e conflitos de um modelo em construção in RDE - Revista
de Desenvolvimento Econômico. - Ano 1, n. 1, (nov. 1998).
- Salvador: Departamento de Ciências Sociais Aplicadas 2./
Universidade Salvador, 1998.
OECD. Governança. Disponível em www.oecd.org.
Consultado em julho de 2005.
SEMA. Disponível em http://www.ambiente.sp.gov.br.
Consultado em julho de 2005.
VITAE CIVILIS. Disponível em http://www.vitaecivilis.org.br/default.asp?site_
Acao=mostraPagina&paginaId=1479. Acesso em julho de 2005.
http://www.ibge.gov.br/
http://www.ibama.gov.br
www.biodiversitas.org.br
www.ambientebrasil.com.br
www.seama.es.gov.br/scripts/sea1805.asp
www.ibama.gov.br
www.semad.mg.gov.br
www.ief.mg.gov.br
www.feam.br
www.ief.rj.gov.br
www.ambientebrasil.com.br
-----------------------------
Sultane M. Mussi: sulmussi@yahoo.com.br
|