| Inclusão
social em áreas protegidas
Tania Maciel
Conceituar, neste início de século,
a inclusão social contextualizando os novos produtos e interesses
inerentes à biodiversidade e as novas demandas de seu mercado
globalizado pressupõe a adoção de uma nova
visão sobre as comunidades e o valor do Homem na contemporaneidade.
Essa nova visão, o Bioantropocentrismo,
inclui a integração e convívio do homem com
seu meio ambiente de forma a perceber a interdependência integral
e inter-afecção em ambos durante o processo de constituição
da realidade na localidade.
Observando as nuances provocadas pelas alterações
e mudanças sócio-estruturais decorrentes da modificação
no planejamento público, e suas políticas diversas,
de distribuição territorial (como é o caso
da constituição de uma nova unidade de conservação
ambiental) é possível verificar a exclusão
das populações nesse espaço.
O desafio metodológico se define ao
incluir na análise dos efeitos dessas novas políticas
o viver humano. Incluindo a interação homem (sócio-cultural)-meio
as conseqüências às unidades de conservação
ambiental, considerando parte deste cenário de desequilíbrio
as dificuldades e deficiências sócio-educativas e outras
demandas estruturais conseqüentes do descaso estatal que perdura
por décadas e que fundamentam a atual realidade de exclusão
social no país.
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