Publicado em dezembro de 2005



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Inclusão social em áreas protegidas

Tania Maciel

Conceituar, neste início de século, a inclusão social contextualizando os novos produtos e interesses inerentes à biodiversidade e as novas demandas de seu mercado globalizado pressupõe a adoção de uma nova visão sobre as comunidades e o valor do Homem na contemporaneidade.

Essa nova visão, o Bioantropocentrismo, inclui a integração e convívio do homem com seu meio ambiente de forma a perceber a interdependência integral e inter-afecção em ambos durante o processo de constituição da realidade na localidade.

Observando as nuances provocadas pelas alterações e mudanças sócio-estruturais decorrentes da modificação no planejamento público, e suas políticas diversas, de distribuição territorial (como é o caso da constituição de uma nova unidade de conservação ambiental) é possível verificar a exclusão das populações nesse espaço.

O desafio metodológico se define ao incluir na análise dos efeitos dessas novas políticas o viver humano. Incluindo a interação homem (sócio-cultural)-meio as conseqüências às unidades de conservação ambiental, considerando parte deste cenário de desequilíbrio as dificuldades e deficiências sócio-educativas e outras demandas estruturais conseqüentes do descaso estatal que perdura por décadas e que fundamentam a atual realidade de exclusão social no país.

 

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